P10
NOITE
ENFERMAGEM
Importância da Gasometria Arterial na Enfermagem
No ambiente de terapia intensiva, a gasometria arterial é um exame de grande relevância aos procedimentos da equipe multiprofissional no que tange a manutenção do equilíbrio ácido-base. Tendo a mecânica do sistema respiratório um papel peculiar na homeostase das pressões gasosas no sangue, o enfermeiro intensivista precisa conhecer o processo da respiração associando às alterações presentes nas estruturas pulmonares, a fim de que possa analisar, avaliar e concluir de forma segura, a intervenção propícia para cada caso, onde a gasometria arterial é essencial para o resultado satisfatório.
Determinados procedimentos terapêuticos ou de suporte vital, como a ventilação mecânica e o uso intensivo de diuréticos, podem produzir alterações do equilíbrio ácido-base.
Gasometria:
É o exame que coleta uma pequena amostra de sangue para realizar medidas diretas da concentração dos íons hidrogênio (pH), pressão de oxigênio (PO2) e da pressão dióxido de carbono (PaCO2) no sangue. Em termos simples, na acidose o pH está sempre baixo (o pH normal é de 7,35 – 7,45) e, na alcalose, o pH está sempre alto.
COMO ANALISAR UMA GASOMETRIA
Primeiro olhe para a PaCO2. Determine se ela está normal ou se o paciente está hipoxemico. PaO2 é essencialmente independente das outras variáveis. Depois veja o pH. Estabeleça sua acidose, sua alcalose ou sua normalidade. Se normal, verifique se o problema é relativo a PaCO2 ou ao bicarbonato. Algumas vezes gera confusão saber qual é o problema e qual é o efeito compensatório. Na verdade, isso é muito fácil. Aquele que correlaciona com pH (i.e, acidose, bicarbonato baixo) tem que ser a causa; o outro é, portanto, a compensação.
Referências:
ULTRA, Brito Rogério. Fisioterapia Intensiva. 2ª edição, editora Guanabara-Koogan, Rio de Janeiro, Rj, 2009.