A
IMPORTANCIA DO USO DE CATETER VENOSO CENTRAL NO USO DE DROGAS
VASOATIVAS (DVA) E OS CUIDADOS DO MANUSEIO PELA ENFERMAGEM
A
presença de infecção em paciente na unidade decuidados críticos
desponta-se como um desafio de intervenção para a equipe
deenfermagem, pois os cuidados desses profissionais devem visar à
prevenção,considerando o agravante das cepas bacterianas
multirresistentes presentesnesses ambientes, as quais dificultam a
terapêutica e geram maior tempo depermanência do paciente nessas
unidades.
Os
acessos vasculares centrais são classificados emcateter venoso
central (CVC), tunelizado ou não; totalmente
implantado(Port-a-Cath); cateter central de inserção periférica
(PICC); e os arteriais,como o de artéria pulmonar (Swan-Ganz). Como
esse tipo de dispositivo tem acessoà circulação sanguínea,
aumentam-se os riscos de disseminação de microrganismo,o que em
consequência pode evoluir para uma infecção primária de
correntesanguínea (IPCS).
Segundo
a Agência Nacional de Vigilância Sanitária- Anvisa (2010), a IPCS
é caracterizada como infecção de consequência sistêmicagrave,
bacteremia ou sepse, sem foco primário identificável. Para o
seudiagnóstico são seguidos os critérios de identificação
laboratorial, o qualapresenta uma ou mais hemoculturas positivas,
associados a sinais clínicos de hipertermia (>38°C), tremores,
oligúria (volume urinário<20 ml/h), hipotensão (pressão
sistólica<90mmHg), sem a relação com outro foco infeccioso ou
apenas por um dos sinais clínicos, associados a ausência de
infecção em outro sítio aparente, e início de terapia
antimicrobiana para manejo de sepse.
Diante
disso, o IHI (Institute for HealthcareIm provement) propõe o uso de
“Bundles”, conjunto de boas práticas que resulta na melhoria dos
cuidados para os pacientes com cateter venoso, os quais são
determinados a partir de evidências científicas que visam
estabelecer padronização do cuidado.
Lavagem
das mãos
A
lavagem das mãos é um importante cuidado que deveser incorporado a
nossa prática assistencial, devido ao seu grande impacto nocontrole
de infecções hospitalares. Ela deve ser realizada,
principalmente,antes do auxílio no procedimento de inserção do
cateter (CVC) e nas manipulaçõesdo cateter no momento de
administração de medicamentos ou troca decurativo.
Precaução
máxima debarreira
Todos
os profissionais de saúde envolvidos noprocedimento de inserção do
cateter central devem utilizar máscara, gorro,avental e luvas, e
cobrir o paciente com campo estéril, minimizando assim aschances de
contaminação dos materiais e do cateter (APECIH,2008).
Antissepsia
da pele com Clorexedina
Estudos
comprovaram que o uso de Clorexedina é maiseficaz que outras
soluções antissépticas, tais como o Iodopovidine. Por isso,
nomomento da inserção do cateter a pele deve ser preparada com a
apresentaçãoalcoólica da solução, por meio da realização de
fricção por 30 segundos, apósdeve-se deixar a pele secar,, por
aproximadamente dois minutos, antes de iniciara punção.
Sitio
de inserção adequado
Estudos
comprovam que o uso da veia subclávia estáassociado a menor risco
de infecção, e a femoral possui risco aumentado, além demaior
chance de ocorrer TVP (trombose venosa profunda), portanto,
podemosconsiderar como veias padrão para punção a subclávia, a
jugular e por último afemoral.
Reavaliação
diária da necessidade de manutenção do cateter
O
uso de cateter central está associado à riscos decomplicações,
por isso a equipe multiprofissional deve avaliar diariamente se
énecessário manter o uso desse dispositivo no paciente crítico,
removendo-osempre que possível.
Vários
estudos têm relatado o impacto positivodesses cuidados na redução
da taxa de infecção primária de corrente sanguínea,associados à
ações educativas e ao uso de check-list como um instrumento
deregistro da adesão aos cuidados pelo médico, no momento da
inserção do cateter,de avaliação diária do local de inserção,
realizado pelo enfermeiro, e tambémserve para verificar se a equipe
de enfermagem esta aderindo aos cuidados.Gostaria de incentivá-lo a
colocar em prática esses cuidados e a buscar conhecermais sobre o
Bundle consultando as referências desse texto. Vamos lá?
Texto
escrito pelo monitor do Programa Proficiência Bruno Henrique de
Mello
Referências:
MILLION
LIVES CAMPAING. Programa Brasileiro deSegurança do Paciente. Kit
inicial: Prevenindo infecções em cateter central.2008. Disponível
em:<http://www.segurancadopaciente.com/pbsp/img_up/01311363903.pdf>.Acesso
em: 26 set. 2012.
ASSOCIAÇÃO
PAULISTA DE EPIDEMIOLOGIA E CONTROLE DEINFECÇÃO HOSPITALAR. Um
compêndio de estratégias para prevenção de infecçãorelacionada
a assistência a saúde em hospitais de cuidados agudos. São
Paulo,2008. Disponível
em:<http://www.apecih.org.br/arquivos/Revista_APECIH.pdf>.Acesso
em: 26 set. 2012.
BRASIL.
AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA.Orientações para
Prevenção de Infecção Primária de Corrente Sanguínea.
Brasília,2010
Disponível
em:<http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/manuais/correntesanguinea.pdf>.
Acesso: em: 26 set. 2012.
TRABALHO MUITO ENRIQUECEDOR SOBRE OS CUIDADOS E IMPORTANCIA DO USO DOS CATETERES, PARABÉNS
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