quinta-feira, 9 de março de 2017

A IMPORTANCIA DO USO DE CATETER VENOSO CENTRAL NO USO DE DROGAS VASOATIVAS (DVA) E OS CUIDADOS DO MANUSEIO PELA ENFERMAGEM

A IMPORTANCIA DO USO DE CATETER VENOSO CENTRAL NO USO DE DROGAS VASOATIVAS (DVA) E OS CUIDADOS DO MANUSEIO PELA ENFERMAGEM
A presença de infecção em paciente na unidade decuidados críticos desponta-se como um desafio de intervenção para a equipe deenfermagem, pois os cuidados desses profissionais devem visar à prevenção,considerando o agravante das cepas bacterianas multirresistentes presentesnesses ambientes, as quais dificultam a terapêutica e geram maior tempo depermanência do paciente nessas unidades.
Os acessos vasculares centrais são classificados emcateter venoso central (CVC), tunelizado ou não; totalmente implantado(Port-a-Cath); cateter central de inserção periférica (PICC); e os arteriais,como o de artéria pulmonar (Swan-Ganz). Como esse tipo de dispositivo tem acessoà circulação sanguínea, aumentam-se os riscos de disseminação de microrganismo,o que em consequência pode evoluir para uma infecção primária de correntesanguínea (IPCS).
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária- Anvisa (2010), a IPCS é caracterizada como infecção de consequência sistêmicagrave, bacteremia ou sepse, sem foco primário identificável. Para o seudiagnóstico são seguidos os critérios de identificação laboratorial, o qualapresenta uma ou mais hemoculturas positivas, associados a sinais clínicos de hipertermia (>38°C), tremores, oligúria (volume urinário<20 ml/h), hipotensão (pressão sistólica<90mmHg), sem a relação com outro foco infeccioso ou apenas por um dos sinais clínicos, associados a ausência de infecção em outro sítio aparente, e início de terapia antimicrobiana para manejo de sepse.
Diante disso, o IHI (Institute for HealthcareIm provement) propõe o uso de “Bundles”, conjunto de boas práticas que resulta na melhoria dos cuidados para os pacientes com cateter venoso, os quais são determinados a partir de evidências científicas que visam estabelecer padronização do cuidado.
Lavagem das mãos
A lavagem das mãos é um importante cuidado que deveser incorporado a nossa prática assistencial, devido ao seu grande impacto nocontrole de infecções hospitalares. Ela deve ser realizada, principalmente,antes do auxílio no procedimento de inserção do cateter (CVC) e nas manipulaçõesdo cateter no momento de administração de medicamentos ou troca decurativo.
Precaução máxima debarreira
Todos os profissionais de saúde envolvidos noprocedimento de inserção do cateter central devem utilizar máscara, gorro,avental e luvas, e cobrir o paciente com campo estéril, minimizando assim aschances de contaminação dos materiais e do cateter (APECIH,2008).
Antissepsia da pele com Clorexedina
Estudos comprovaram que o uso de Clorexedina é maiseficaz que outras soluções antissépticas, tais como o Iodopovidine. Por isso, nomomento da inserção do cateter a pele deve ser preparada com a apresentaçãoalcoólica da solução, por meio da realização de fricção por 30 segundos, apósdeve-se deixar a pele secar,, por aproximadamente dois minutos, antes de iniciara punção.
Sitio de inserção adequado
Estudos comprovam que o uso da veia subclávia estáassociado a menor risco de infecção, e a femoral possui risco aumentado, além demaior chance de ocorrer TVP (trombose venosa profunda), portanto, podemosconsiderar como veias padrão para punção a subclávia, a jugular e por último afemoral.
Reavaliação diária da necessidade de manutenção do cateter
O uso de cateter central está associado à riscos decomplicações, por isso a equipe multiprofissional deve avaliar diariamente se énecessário manter o uso desse dispositivo no paciente crítico, removendo-osempre que possível.
Vários estudos têm relatado o impacto positivodesses cuidados na redução da taxa de infecção primária de corrente sanguínea,associados à ações educativas e ao uso de check-list como um instrumento deregistro da adesão aos cuidados pelo médico, no momento da inserção do cateter,de avaliação diária do local de inserção, realizado pelo enfermeiro, e tambémserve para verificar se a equipe de enfermagem esta aderindo aos cuidados.Gostaria de incentivá-lo a colocar em prática esses cuidados e a buscar conhecermais sobre o Bundle consultando as referências desse texto. Vamos lá?
Texto escrito pelo monitor do Programa Proficiência Bruno Henrique de Mello
Referências:
MILLION LIVES CAMPAING. Programa Brasileiro deSegurança do Paciente. Kit inicial: Prevenindo infecções em cateter central.2008. Disponível em:<http://www.segurancadopaciente.com/pbsp/img_up/01311363903.pdf>.Acesso em: 26 set. 2012.
ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE EPIDEMIOLOGIA E CONTROLE DEINFECÇÃO HOSPITALAR. Um compêndio de estratégias para prevenção de infecçãorelacionada a assistência a saúde em hospitais de cuidados agudos. São Paulo,2008. Disponível em:<http://www.apecih.org.br/arquivos/Revista_APECIH.pdf>.Acesso em: 26 set. 2012.
BRASIL. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA.Orientações para Prevenção de Infecção Primária de Corrente Sanguínea. Brasília,2010
Disponível em:<http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/manuais/correntesanguinea.pdf>. Acesso: em: 26 set. 2012.

Um comentário:

  1. TRABALHO MUITO ENRIQUECEDOR SOBRE OS CUIDADOS E IMPORTANCIA DO USO DOS CATETERES, PARABÉNS

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