sexta-feira, 17 de março de 2017

DROGAS VASOATIVAS

   Comumente empregadas nos pacientes graves, as drogas vasoativas são de uso corriqueiro nas unidades de terapia intensiva e o conhecimento exato da sua farmacocinética e farmacodinâmica é de vital importância para o intensivista, pois daí decorre o sucesso ou mesmo o insucesso de sua utilização. O termo droga vasoativa é atribuído às substâncias que apresentam efeitos vasculares periféricos, pulmonares ou cardíacos, sejam eles diretos ou indiretos, atuando em pequenas doses e com respostas dose dependente de efeito rápido e curto, através de receptores situados no endotélio vascular(1). Então, na maioria das vezes, é necessário o uso da monitorização hemodinâmica, invasiva, quando da utilização dessas substâncias, pois suas potentes ações determinam mudanças drásticas tanto em parâmetros circulatórios como respiratórios, podendo, do seu uso inadequado, advirem efeitos colaterais indesejáveis, graves e deletérios, que obrigam sua suspensão.


ALIENE ANGGLA CARVALHO

Um comentário:

  1. Uso do Hood na UTI-Neonatal: É considerada uma terapia segura?

    Ana Maria Silva Melo; Marco Aurélio Ferreira ; Vivianne Peixoto Silva ; Juliana
    Ribeiro Gouveia Reis.

    Hood é um equipamento de acrílico ou de plástico, projetado com o objetivo de aumentar a concentração de oxigênio em torno da cabeça da criança e consequentemente oferecer uma maior concentração de oxigênio inspirado, devendo sempre permitir a saída de CO2 expirado, através da difusão pelas aberturas ou com uso de altos fluxos de gases. Existem vários modelos de hood, com diferentes tamanhos e formas, os quais são selecionados conforme
    o peso do recém-nascido. (ST. CLAIR et al, 2001; HIRSCHHEIMER, et al,1997).
    O uso do hood como sistema fornecedor de oxigênio apresenta algumas desvantagens como a necessidade de um adequado posicionamento do paciente dentro do hood e deste dentro da incubadora, para que receba a concentração de oxigênio prevista. Outras desvantagens estão associadas à dificuldade de visualização da face da criança quando se usa elevada
    umidificação; altos níveis de ruídos devido ao uso de altos fluxos de gases; risco de infecção devido à constante umidade e condensação dos gases principalmente quando é usado por longos períodos; risco teórico de acúmulo de CO2 se o hood estiver todo fechado (ST. CLAIR; TOUCH; GREENSPAN, 2001).
    Este estudo teve como objetivo avaliar os níveis de ruídos produzidos pelo hood e verificar fatores de risco. O protocolo foi realizado com o hood de tamanho médio, com a FiO2 de 30%, 50% e 100%. O ruído da incubadora sem a presença de fluxo de gás foi de 55 dB. Ao adicionar 30% FiO2 não houve alteração no nível de ruído. Já com 50% FiO2 obtivemos um ruído de 69dB, e com 100% de FiO2, o nível de ruído foi de 72,1 dB. Os resultados evidenciaram níveis de ruídos acima do permitido pela Academia Americana de Pediatria.
    A audição é o principal sentido responsável pela aquisição da fala e da linguagem da criança, e o déficit desta função pode provocar prejuízo não só no desenvolvimento da linguagem, mas também, no aspecto social, emocional e cognitivo. Recém nascidos prematuros poderão ser mais susceptíveis e vulneráveis à perda auditivas neurossensorias em decorrência de sua longa exposição a ruídos na UTI-NEO (TIENSOLI et al, 2007).

    Referências

    HIRSCHHEIMER, Mário R; MATSUMOTO, Toshio; BRUNOW, Werther deCarvalho. Terapia Intensiva Pediátrica. 2 ed. São Paulo: Editora Atheneu, 1997, p. 285- 291.

    ST. CLAIR, N.; TOUCH, S. M.; GRENSPAN, J. S. Supplemental Oxygen Delivery to the nonventilated Neonate. Neonatal Network, Indiana, v. 20, n. 6, p. 39-46, sep. 2001.

    Por: Aryane Sousa de Melo

    ResponderExcluir